
E meus sentidos re-aprendem,
Quando veem com os ouvidos.
Passarinho voa porque canta,
Se espanta, e é leve seu corpinho,
Pelo tanto que suas penas,
Seu encanto voador e cantarilho.
Passarinho deu ares a si neste dia,
Cantigas de minuto, eternas, miudinhas.
Ou um canto pesado, marcado,
Um canto de ar quente e marrom,
Da cor do vazio, das tetas, do amor,
Calor de cachorro e amada, calor, calor...
Pois que a dor é carta sempre re-tirada,
Valham-me meus além daqui zeladores de mim.
E seja que ajam, que eu veja
O mundo com outras venetas,
Os mesmos olhos nadando em vastidões,
Onde submersos vagam pensares esmos,
Onde antenados, construamos a Paciência,
Pois se sabe que os caminhantes de antes,
É que verão que a Luz do amanhecer é sã
Onde os imensos são os mais pequeninos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário