
E então correr pra nem chegar,
Viajar além da estufa que marra
Que bufa e escarra em minhas amarras,
E que por isso me desamarrar.
E então só ver o indócil se apresentar,
Dócil como um pêssego maduro,
Amável como a mãe onça e seu esturro,
Amplo como cada onda do mar.
Eu as vezes acho que sigo rumo ao prumo,
Rumo ao prumar meus seres e veres
E cantar feito uma sereia dos sonhos-prazeres,
Mesmo não acho que seja algo além de um resumo,
Este suco de sumo que me apertam os haveres,
Eu feito um macuco espreitando o amanhecer.
Uma beleza de soneto inspirado em um passarinho que anda e "avoa".
ResponderExcluir