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Desenho da cachoeira de Paulo Afonso, de autoria de Theodoro Sampaio |
Todo real desta vida
Pelo que passo, re-faço,
Caminho solto, compasso,
Se subo o morro, e é fácil,
Ninguém quer ver no difícil,
Como saltar de edifícios,
Qualquer momento retrátil,
Eu mesmo canso e re-passo,
Meus tão risonhos cansaços
Quando o caminho é tão vasto
Todo real desta vida
E o sangue pulsa e expulsa,
A morte entrona e enxerida,
Que quase nunca é pedida
Mas que renova guaridas,
Antes do galo e da ursa,
Alma de sangue aquecida,
Corpo e quereres que pulsam
Eu sei que os sonhos que fazem
Todo o real desta vida
Todo o real desta vida
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