
Olhe pro salto, pro sossobro que nos assusta,
Ou pro pulo da rã na composição das gravidades,
De constelações e desatinos de cada idade,
Eu, que agora vejo isto, sinto o que custa,
Pra vida de cada uma, de cada um,
O vigor de seguir acreditando na volta,
Que cada caminho se faz sozinho, sem escolta,
Cada qual com seu delírio, pra fazer sobrar algum,
Alento ao fim da tarde, quando o relento,
Cobre a terra e quem nela vive e caminha,
E faz do quente do dia memória quentinha,
E a esperança de que o dia novo se faça rebento,
Se arrebente das cascas e re-aprenda deslimites,
Pra voarmos pelos Universos que nossa alma habite.
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