
Se o chão me some, e o medo come
O que de mim melhor se dá, ficou,
Das marquises desta casa sem eiras que some,
O tempo a consome, enquanto ainda estou.
Não sei se o que se planta, encanta e acabou.
O tempo só é sempre sempre o que se escolhe.
Mesmo que minha árvore na chama se desfolhe,
Eu ainda tronco de bardanas e couve-flor.
Mas eu inequivocamente me enlevo do belo,
Me lambo e me desvelo, meus eus de ligeireza,
Quase vento sem talento em meio a tanta beleza,
Sem que o ilúsio me chame tolo singelo,
Eu em meu cérnio me traduzo de singelezas,
Buscando mar e desassombro, praia das realezas
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