
Nestes meus mares, navegante,
eu, dentro, vasto e preso,
colidido comigo, e duro e teso,
e tudo como sido antes,
nada mais seria o mesmo...
Nada nunca, uma Baleia,
em águas rasas,
como o eterno que se envasa,
como as horas de Lua cheia,
quando a noite se incendeia.
E este insignificante,
ser inexato e feio,
em que meu ser se veio,
viajo como se nunca antes,
viajasse, eu, viagem incessante...
E nestas horas em que me sobro
sussurro murmúrios,
de meus doeres espúrios,
e ao final, feito tudo, sossobro...
Eis a vida que, mar em mim
caminha, pelo que inda vemos,
como andamos, amamos, comemos,
uma estrada de se ir do começo ao fim..
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