
E o vento deslembrava a fome,
E o tempo desmembrava a mim
Como uma folha se secando carmim,
Uma falha, que o tempo consome...
E as nuvens passando ali embaixo,
A terra vista de longe, sem cheiro,
Sem ter, pela metade ou inteiro,
Na terra onde tocar, ou colher cachos,
Das frutas, dos temperos e alfazemas
Das camas, pijamas, e da algazarra,
Que das pedras da rua, na chuva, esparra,
E sobe o aroma encantado das raizamas,
Das ramas das auroras que alimenta o vento,
Que ventava sua energia livre antes do tempo.
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