
Eu canto, canto, e este meu peito,
Nem diz mesmo do que sinto tanto,
Do que espasmo, espaço, intento,
E no entanto, só deste canto enfeito,
Meu jeito, de inconstância e pranto,
De alegria e trejeitos, de caras e vastos,
Pastos, florestas, vãos, arestas onde castos,
Monges em busca de prazer nos cantos.
E em tudo em que corro e deito,
Coração, feito maldade de confeito
Nada vê sem seus olhos de defeitos,
Eu mesmo, meu inefasto espaço
Onde sou o que posso, e me faço,
Carne mole feito o mais cortante aço.
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