Nesta manhã de chuva e de frio
Me sinto como um carvalho, no vento
Firme com minhas raízes sobre o vazio
Suscetível de me quebrar, a qualquer momento
Com a esperança de vencer o desafio
E com o medo de não sucumbir ao desalento
Que o medo é só o instante do calafrio
Mas tem o que fica, doendo por dentro.
E a manhã sucede a noite, escura.
E o dia, o Sol, Divino nos cura.
Violeiro, Cantor e compositor do Grupo Accordi. Esposo de Elení Fagundes mambembrincantes@gmail.com (61) 98288-3113
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
Cantar na Praça que é do meu país e do mundo
Nesta manhã de cansaços, ânimos elevados e madrugas
Em que no exercício de me vencer, dei um primeiro passo
Acordando bem de manhã, elevando-me além das rusgas
Cuidando com carinho do caminho, pra não cair nos laços
Vi que a esperança cria soluções onde não parecia,
Onde só as solidões se mostravam capazes de criar ambientes
Ali, onde o nada era sempre tudo que se via
Todas as coisas aspiravam pelo que sempre aspiram todas as gentes
E assim eu me inspiro nesta manhã de domingo tão claro
E me liberto do jugo do tristonho destino que é imundo
Pra poder soltar meu canto nesta matina de brilho raro!
Que desta felicidade verdadeira eu feito rio me inundo
E na certeza do que é eterno aos meus erros reparo,
Pra cantar na Praça que é do meu país e do mundo!
Em que no exercício de me vencer, dei um primeiro passo
Acordando bem de manhã, elevando-me além das rusgas
Cuidando com carinho do caminho, pra não cair nos laços
Vi que a esperança cria soluções onde não parecia,
Onde só as solidões se mostravam capazes de criar ambientes
Ali, onde o nada era sempre tudo que se via
Todas as coisas aspiravam pelo que sempre aspiram todas as gentes
E assim eu me inspiro nesta manhã de domingo tão claro
E me liberto do jugo do tristonho destino que é imundo
Pra poder soltar meu canto nesta matina de brilho raro!
Que desta felicidade verdadeira eu feito rio me inundo
E na certeza do que é eterno aos meus erros reparo,
Pra cantar na Praça que é do meu país e do mundo!
sábado, 5 de novembro de 2011
As canseiras e encantos da viagem
Aqui estamos nós, atravessando o desfiladeiro
De que fala em sua elegia de dor o salmista
Na esperança de vazar o vão entre a pedra e o despenhadeiro
Realizando nossa grande missão que faz-nos equilibristas
Que nos faz seres capazes de resistir à dor e ao frio
Que nos deixa inspirados da verdadeira canção
E nos permite o sono que nos dá forças para o desafio
Que devemos vencer dia a dia, para além do alçapão
Que tem o poder, de se permitirmos, nos atrasar
No destino que é nosso, de conduzir a mensagem
Pra todos os seres de que o melhor vai chegar
De que o melhor é a nossa merecida paisagem
Que nossa investida há de nos permitir alcançar
Apesar das canseiras, os encantos da viagem!
De que fala em sua elegia de dor o salmista
Na esperança de vazar o vão entre a pedra e o despenhadeiro
Realizando nossa grande missão que faz-nos equilibristas
Que nos faz seres capazes de resistir à dor e ao frio
Que nos deixa inspirados da verdadeira canção
E nos permite o sono que nos dá forças para o desafio
Que devemos vencer dia a dia, para além do alçapão
Que tem o poder, de se permitirmos, nos atrasar
No destino que é nosso, de conduzir a mensagem
Pra todos os seres de que o melhor vai chegar
De que o melhor é a nossa merecida paisagem
Que nossa investida há de nos permitir alcançar
Apesar das canseiras, os encantos da viagem!
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Eu, meu maior desafio
Na lida de todo dia os perigos são muitos
Se sucedem em vindas e voltas da alma
Que está frente às atribulações dos atributos
E que a todo momento reforça o pedido de calma
E reforça o pedido de cuidado e atenção
Porque os terrenos lisos estão por todo lado
E quem caminha sempre está sujeito ao escorregão
Só não periga quem já caiu, e aí está parado!
Pois então sigo nesta caminhada que busca
Encontrar em mim a coragem pra aquecer do frio
Que permeia o caminhar, e que à Luz ofusca
Mas que temos que vencer, e re-encontrar o fio
Da meada da Vida, tirado de forma brusca
Pra vencer e encontrar: Eu, meu maior desafio!
Se sucedem em vindas e voltas da alma
Que está frente às atribulações dos atributos
E que a todo momento reforça o pedido de calma
E reforça o pedido de cuidado e atenção
Porque os terrenos lisos estão por todo lado
E quem caminha sempre está sujeito ao escorregão
Só não periga quem já caiu, e aí está parado!
Pois então sigo nesta caminhada que busca
Encontrar em mim a coragem pra aquecer do frio
Que permeia o caminhar, e que à Luz ofusca
Mas que temos que vencer, e re-encontrar o fio
Da meada da Vida, tirado de forma brusca
Pra vencer e encontrar: Eu, meu maior desafio!
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
A vitória da esperança
Neste caminho que minha vida optou por construir
Suo o suor mais pesado justamente por aprender
Que a saída as vezes está apenas em não ir
Pela estrada que aparentemente tinha que o caminho ser
E o caminho é assim algo simples como o vento
Fácil como a chuva, simplório como o meu sorriso
E que feito o meu sorriso é o que pode me trazer alento
Que eu tanto quero, e que muito mais hoje preciso
Pois a caminhada é a força que move meu caminhar
É a força da palavra que cantada cria bonança
Cria alegria, e todo dia faz-me tornar a plantar
Como a pequena lavadeira com seu canto de criança
Que voa do alto da embaúva ao riachinho só pra cantar
E o faz com tanta beleza que garante a vitória da esperança!
Suo o suor mais pesado justamente por aprender
Que a saída as vezes está apenas em não ir
Pela estrada que aparentemente tinha que o caminho ser
E o caminho é assim algo simples como o vento
Fácil como a chuva, simplório como o meu sorriso
E que feito o meu sorriso é o que pode me trazer alento
Que eu tanto quero, e que muito mais hoje preciso
Pois a caminhada é a força que move meu caminhar
É a força da palavra que cantada cria bonança
Cria alegria, e todo dia faz-me tornar a plantar
Como a pequena lavadeira com seu canto de criança
Que voa do alto da embaúva ao riachinho só pra cantar
E o faz com tanta beleza que garante a vitória da esperança!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Goiabas, limões e pitangas
No solo sagrado onde fiz minha casa,
No chão onde correm meus filhos e netos,
O colo fecundo da terra acolhe e embasa
Os sonhos profundos que sonho e empresto
Ao tempo que passo aqui sobre esta quinta
De tudo que eu sinta e que gere minha ação
Pois nas cores da terra o infinito céu pinta
As cores benditas do Amor, a intenção.
E sigo mais atento, buscando ir além
Da beleza que é fácil de paetês e miçangas
Que se encontra no caminhar de quem
Se dispõe a buscar a doçura das mangas
A beleza que do mais alto céu nos vem
E se mostra nas goiabas, limões e pitangas!
No chão onde correm meus filhos e netos,
O colo fecundo da terra acolhe e embasa
Os sonhos profundos que sonho e empresto
Ao tempo que passo aqui sobre esta quinta
De tudo que eu sinta e que gere minha ação
Pois nas cores da terra o infinito céu pinta
As cores benditas do Amor, a intenção.
E sigo mais atento, buscando ir além
Da beleza que é fácil de paetês e miçangas
Que se encontra no caminhar de quem
Se dispõe a buscar a doçura das mangas
A beleza que do mais alto céu nos vem
E se mostra nas goiabas, limões e pitangas!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Dia de confirmar
No dia em que se celebra a verdadeira firmeza
E o Sol nos dá seu exemplo de Luz e calor
Eu, que nada sei, me comprometo com a certeza
De que o carinho entre nós será, certamente, vencedor
Como há de vencer a certeira e galopante alquimia
Que vem da prática cotidiana, sistemática e contumaz
Que do mais alto, a nós desce , e nos guia
E a este pecador insensato, enfim, apraz!
Pois que a beleza está no dia que seque ao outro
E se repetem sendo diferentes como as mesmas ondas no mar
Que se renovam no mesmo gesto, a cada vez novo
E ao terreno da praia do pensamento permite renovar
E aos homens e mulheres, seres benditos de nosso povo
Ensinam a sagrada lição deste dia de confirmar!
E o Sol nos dá seu exemplo de Luz e calor
Eu, que nada sei, me comprometo com a certeza
De que o carinho entre nós será, certamente, vencedor
Como há de vencer a certeira e galopante alquimia
Que vem da prática cotidiana, sistemática e contumaz
Que do mais alto, a nós desce , e nos guia
E a este pecador insensato, enfim, apraz!
Pois que a beleza está no dia que seque ao outro
E se repetem sendo diferentes como as mesmas ondas no mar
Que se renovam no mesmo gesto, a cada vez novo
E ao terreno da praia do pensamento permite renovar
E aos homens e mulheres, seres benditos de nosso povo
Ensinam a sagrada lição deste dia de confirmar!
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